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Psicografia e Justiça

Vasculhando as notícias dessa quinta-feira, cuja modorra é fomentada pelo tempo chuvoso instaurada no Rio de Janeiro, deparo-me com uma notícia incrivelmente reveladora. A manchete é:
Justiça do Rio Grande do Sul mantém absolvição de mulher que apresentou carta psicografada como defesa
Para resumir, Iara e Leandro foram acusados de assassinato de Ercy, um tabelião. Leandro foi julgado separadamente da Iara que, em seu julgamento, apresentou uma carta psicograda DA VÍTIMA como prova de sua inocência. A carta não especificou o autor dos disparos, mas apenas inocentou a ré. Na notícia não está muito claro se a prova responsável pela absolvição de Iara foi, exclusivamente, a carta psicograçada.
Vamos arrazoar. Quantos assassinos espíritas tradicionais e fervorosos irão surgir nos tribunais com cartas psicografadas das suas vítimas que os inocentarão? Como comprovar que tais cartas psicografadas são provas verdadeiras? E por que não se considera, também, sonhos e visões como provas?
E você, o que acha?