O som da saudade
Sádado de manhã, igreja. Desde quanto mudei para o bairro Tijuca, no Rio de Janeiro, tenho frequentado a Igreja Adventista Central do Rio de Janeiro. É uma igreja grande, bastante ativa. Como não tenho ainda muitos conhecidos (frequentava a Igreja de Botafogo ano passado), sento sozinho. Sem problemas até aí. Sentei-me ao lado de um casal com três filhos, uma de uns 7 anos, outra de uns 3 e outro ainda um bebê. Novamente, nada de errado até agora.
Na primeira mensagem musical, descobri que teria problemas. A cantora? Não! Ela canta muito bem. O problema foi o som. Correção: o sonoplasta, que deixou o som da igreja absurdamente alto. Ao a cantora chegar no meio da música, tapei o ouvido esquerdo (estava sentado do lado esquerdo da nave da igreja) e assim fiquei até o fim da canção. Sei que é deselegante e pode parecer que não estava gostando de ouvir o que estava sendo cantado. Mas não houve remédio. O ouvido doeu ainda assim.
A música terminou, destapei o ouvido levemente dolorido.
Ao começar o sermão, percebi que eu não era o único incomodado com o som. O pequeno infante que estava imediatamente ao meu lado, dormindo, despertou chorando (óbvio). O som alto, somado a empolgação do pastor, acordou a criança que, por ter um ouvidinho que ainda não ouviu as muitas bobagens deste mundo, chorou praticamente o culto todo.
O sermão? Foi bom. Eu gostei e saí contente da igreja (acreditem!). Mas que a saudade do som (e sonoplastas) do Bairro Amambai bateu, ah!, como bateu! Que saudade do Ezequiel... do Éder... e demais que fazem escola com esses dois.



