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5 minutos II

 

"Fixe os pensamentos no Salvador. Saia à parte, do burburinho do mundo, e assente-se sob a sombra de Cristo. Então, em meio ao ruído da labuta e conflito diários, sua força se renovará."         Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág. 62.
 

 
 
 
          As palavras de Jesus estão se cumprindo ao pé da letra. Guerras e rumores de guerras. Guerras entre irmãos, loucas e sem sentido. Guerras que nascem no fundo do coração humano. O homem e a mulher se esforçam para entender o que acontece dentro de si, mas não conseguem.
          Em 1984, dirigi uma série evangelística no Estádio Nacional de Lima. Quarenta mil pessoas lotavam o estádio todas as noites. Gente desejosa de ouvir as boas-novas do evangelho. Um mês depois, recebi uma carta de um militante do movimento guerrilheiro que tanta dor causou ao meu povo. A carta dizia: “Estive no Estádio Nacional, não porque me interessasse pelo que o senhor ia dizer. Estava lá numa missão designada pelo meu grupo. Estamos presentes em todos os lugares, com os olhos e os ouvidos atentos. Fui ao estádio naquele dia para cumprir uma rotina. Eu não sou mau. Sou simplesmente um sonhador. Sonho com um país livre, onde as crianças nasçam com esperança, e não condenadas a uma vida de exploração e miséria. Infelizmente, para construir esse país, é necessário destruir a sociedade estabelecida. Eu pensava que para isso devia-se pagar um preço, e o preço era o derramamento do sangue de gente inocente. Mas, naquela noite, eu o ouvi falar de Jesus. Descobri que todo o sangue que seria necessário derramar para construir uma sociedade nova já havia sido derramado na cruz do Calvário. Mas que o senhor quer que eu faça agora com a lembrança dos meus crimes? Que faço com os pesadelos que me consomem todas as noites? Como retiro da minha mente a imagem de gente inocente que suplica de joelhos que não a mate? Aonde vou com minha dor, com meu passado, com o peso terrível da minha culpa?”
          Este foi sempre o grito desesperado do coração humano: O que faço? Que farei? Para onde vou? Em meio a esse torvelinho de lutas e aflições, eu convido você a ouvir a voz mansa de Jesus: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27). Nos tempos de conflitos e guerras em que vivemos, não pode haver convite mais doce.
          Você aceitará o convite?
          A resposta é apenas sua.
 
 
 
Alejandro Bullón l Sinais de Esperança l pp. 22 e 23
Série 5 minutos