3ª Parte ++: A Lei de Deus em Gálatas 3:24
"De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé." (Gálatas 3:24).
Boa noite pessoal. Voltei à 3ª parte do estudo para postar uma observação sobre o texto de Gálatas 3:24, da qual retirei da Revista Adventist World, Janeiro de 2010, na matéria sobre a Assembleia de Mineapollis, páginas 24, e 25, que reproduzirei aqui:
Concílio Ministerial (10 a 16 de Outubro de 1888)
Quando pensamos em Mineápolis, dois nomes vêm à mente: A. T. Jones e E. J. Waggoner. Ambos eram muito amigos e editores da Signs of the Times (Sinais dos Tempos), na Califórnia. Alonzo T. Jones, 38 anos, havia servido o exército americano e era grande autodidata. Elliot J. Waggoner, 33, em contraste, teve educação clássica, estudou medicina e havia trabalhado, por um tempo, no Sanatório de Battle Creek. Seu coração, porém, estava no evangelismo. Por isso, ele mudou de profissão e se tornou pastor.
Nas reuniões de trabalho durante a semana que precedeu a Assembleia da Associação Geral, o ponto que dividiu o corpo ministerial foi um conflito sobre a lei de Gálatas 3:24. A questão era: Qual lei é mais importante – a lei moral ou a cerimonial? Em 1886, O. A. Johnson publicou um artigo na Review and Herald intitulado “As Duas Leis”, no qual declarou “que a lei em Gálatas é a lei cerimonial.” Poucos meses mais tarde, E. J. Waggoner escreveu uma série de nove artigos na Signs, onde defendia a ideia de que a lei em Gálatas é a lei moral. Ellen White, que na época morava em Basel, Suíça, escreveu uma carta de reprovação aos dois editores na Califórnia por publicarem artigos que revelavam ao mundo a divergência quanto a certas doutrinas por parte das duas revistas da igreja. Ela não defendeu um lado nem outro; simplesmente não gostou do modo com que agiram. Quem estava certo? A resposta é: ambos. Ambas as leis apontavam para Cristo. Oito anos mais tarde, em 1896, Ellen White escreveu: “Nessa passagem (Gálatas 3:24), o Espírito Santo, pelo apóstolo, Se refere especialmente à lei moral. A lei nos revela o pecado, levando-nos a sentir nossa necessidade de Cristo e a fugirmos para Ele em busca de perdão e paz.”
Concluindo, portanto o estudo sobre a Lei de Deus aos Gálatas, percebemos que o texto de Gálatas 3:24, pode ser aplicado tanto de forma imediata, referindo-se aos sacrifícios cerimoniais instituídos na lei que Moisés deu ao povo hebreu, que apontavam para Cristo (Como disse o próprio Jesus em João 5: 46, 47), e pode ser aplicado também de maneira universal, referindo-se à Lei eterna, os Dez Mandamentos, que em si não possuem capacidade para salvar, mas nos revelam o caráter de Deus e nos conduzem a Cristo, o único nome abaixo dos céus pelo qual importa que sejamos salvos.
Abraços!



